sábado, 30 de agosto de 2008

Algo de bom

Então a amiga perguntou a ela, mas o que ainda resta? Ela disse que ainda o amava. O que, insistiu? Ela foi contando que o admira, que sente desejo por ele, que gosta da companhia dele, de adormecer no seu colo, de conversar bobagens até as 6hs da manhã... Mesmo assim, com tudo isto que ela ainda ama nele, ela não sabe se ainda há salvação. Porque o problema não é ele. É ela. Ela não se ama mais com ele. Ela tem vergonha daquilo no qual ela vem se trasformando. Ela não se quer mais deste jeito. E cada vez que ela olha pra ele, pras coisas deles juntos, pras fotos - malditos registros - pros bilhetes, enfim... cada vez que ela olha pra ele, ela vê aquela pessoa-ela refletida nos olhos dele. Aquele pedaço ela que ela quer esquecer que existe. Que ela quer deletar da vida dela. Mesmo quando tudo esta bem, ela olha e sente aquele embrulho no estomago. E sente medo, não porque não se reconhece fazendo aquelas coisas. Mas porque se reconhece sim, e se assusta com a fúria das ações intempestiva. Com a raiva que é capaz de sentir. Não quer mais se assustar com ela.
Ainda resta algo de bom dele nela. O que ela não sabe é se ainda resta algo de bom dela, nela. E daí, daí tudo é muito mais complicado.

F.L. - trying to be...

2 comentários:

Jú Pacheco disse...

Tava pensando exatamente isso, antes já...
Será que amar alguem seria, no fim das contas, amar a versão de nós que se mostra no encontro com este alguém?
...
Força ai.
E calma.

Gê disse...

A Ju falou tudo...
beijos