terça-feira, 9 de março de 2010

Rapidinhas

1. Não bocejei uma única vez na aula de criação literária - quem me conhece, sabe do que eu estou falando!

2. O contador de visitas do blog travou, daí me aproveitei do link no blog dela e coloquei um novo por aqui. Começando do zero. Ou re-começando... sei lá.

Fê Lopes - Menina-que-quer-ser-escritora.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Escreve

Hoje começou o curso de criação literária! Namoro antigo, platônico, finalmente ganhando concretude.
E resolvi postar aqui tudo que eu produzir pro curso. Mesmo que eu ache péssimo. A idéia é postar, sem grande censura. E assim imprimir um ritmo no blog também.

Então, lá vai o primeiro [tô me esforçando muito para escrever com acentuação correta, mas vai ser um processo]:

ESCREVE.

Escreve. Apaga. Volta. Rabisca. Se perde. Arrisca. Tenta. Desiste. Insiste. Idéia. Persiste. Insiste. Escreve. Escreve. Escreve. Lê. Escuta. Vê. Escreve. Apaga. Publica. Volta. Recomeça. Apaga. Começa. Termina. Amassa. Lê. Publica. Posta. Email. Facebook. Orkut. Escreve. Relatório. Fotográfa. Registra. Edita. Escreve. Escreve. Escreve. Vai pra análise. Fala. Beija. Escreve. Trepa. Namora. Escreve. Come. Bebe. Engorda. Emagrece. Escreve. Dorme. Escreve. Sonha. Escreve. Apaga. Insiste. Desiste. Persiste. Inspira. Respira. Soca. Apanha. Bate. Escreve. Luta. Estuda. Grita. Escreve. Beija. Atende. Analisa. Telefona. Faz supervisão. Escreve. Discute. Ouve. Lê. Escreve. Vê. Escreve. Beija. Escreve. Não trepa. Escreve. Faz análise. Escreve. Fotográfa. Apaga. Registra. Recomeça. Escreve. Lê. Estuda. Escreve. Deseja. Escreve. Ensaia. Escreve. Sua. Escreve. Fica. Escreve. Inscreve. Sai. Escreve. Rabisca. Desenha. Se perde. Dirige. Se acha. Escreve. Mergulha. Escreve. Dança. Escreve. Bebe. Escreve. Lê. Escreve. Psicanalisa. Escreve. Dorme. Escreve. Acorda. Apaga. Toma mais uma. Insiste. Brinca. Persiste. Escreve. Acredita. Escreve. Chora. Escreve. Surta. Escreve. Se apaixona. Escreve. Desgosta. Escreve. Sofre. Escreve. Briga. Escreve. Resolve. Escreve. Morre. Escreve. Ama. Escreve. Se perde. Escreve. Se acha. Escreve. Insiste. Escreve. Gosta. Escreve. Fotográfa. Escreve. Conversa. Escreve. Assiste. Escreve. Ouve. Escreve. Dorme. Escreve. Sonha. Escreve. Tem medo. Escreve. Faz xixi. Escreve. Tem dor de barriga. Escreve. Vai pra análise. Escreve. Telefona. Escreve. Acorda. Escreve. Trepa. Escreve. Bebe. Escreve. Come. Escreve. Atende. Escreve. Escreve. Escreve. Apaga. Volta. Rabisca. Insiste. Se perde. Desiste. Desenha. Desajeita. Se acha. Arrisca. Uma xícara de chá. Persiste. Lê. Escreve. Escreve. Escreve. Acredita. Escreve. Deseja. Escreve. É. ESCREVE (escreva). 


Fê Lopes - a menina-que-quer-ser-escritora.

domingo, 7 de março de 2010

que possamos ser cada dia mais MULHERES



Minha mãe me ensinou que a gente não devia jamais aceitar parabéns pelo dia internacional da mulher. Olho para isto hoje de um jeito um pouco diferente. Então, agora como fotógrafa, fiz este cartão com uma imagem feminina, sensual, um rosto comum, sem plásticas, lindo, e principalmente de olhar decido - daqueles que sabem quanto custa bancar seus próprios desejos. Nada daquelas fotos idilicas de mulheres meigas, fofas, rodopiando crianças pelo ar. Nada contra mulheres-que-rodopiam-crianças-pelo-ar. Mas pra mim, no dia internacional da mulher o que temos que celebrar é ser MULHER, este mulher que a gente fala com a boca cheia, sabe? MULHER enquanto ser desejante. E esta, pra mim, é uma imagem de MULHER de verdade. Portanto este flyer não é um cartão de parabéns, pq continuo concordando com a minha mãe que a questão não é dar parabéns. É celebrar, lembrar e reafirmar a importância da construção do feminino enquanto seres desejantes e que bancam seus desejos.

Este cartão que vc esta vendo aí em cima é um cartão daquilo que eu desejo pra mim e pra vc. Que possamos ser cada dia mais MULHERES.


Menina-que-quer-ser-escritora - M.U.L.H.E.R

sábado, 6 de março de 2010

Por andará Cecília?

Tenho pensado muito na Cecília.

O que será que ela fez da vida dela depois daquele dia na praia?

Não sei se dá para saber exatamente o que aconteceu depois daquele instante, porque, ao menos eu imagino, que uma série de coisas devem ter acontecido com ela, e a gente não acompanhou, não vai dar pra saber exatamente, no minuto seguinte da praia, o que aconteceu com ela.

Já sabemos que ela contemplava a vista da janela lateral do quarto de dormir - isto em algum lugar no tempo entre o depois da praia e o antes de agora. E sabemos, que nada, nunca mais, deve ter sido igual depois daquele dia - será mesmo?

Menina-que-quer-ser-escritora - não sabe quem é a Cecília? Clica aqui então!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Divagações sobre arte e teorias...

São 11hs da noite e acabo de voltar de uma mesa redonda com este título: Corpo, Identidade e Erotismo. A mesa era composta por 2 artistas, uma curadora de arte e uma historiadora.

Este não é o primeiro evento que eu assisto relacionando arte com teoria . Não arte propriamente dita, mas o trabalho de algum artista com alguma questão teórica. Ano passado fui ver Cristiano Mascaro falar na Sociedade de Psicanálise. Mesma idéia: ele apresentando o trabalho dele e um psicanalista questionando teóricamente o que era mostrado.

Parelelo a tudo isso, acabei de ler - depois de longos, deliciosos e propositalmente estendidos, 6 meses de namoro - o livro da psicanalista e artista plástica Ada Morgenstern, Perseu, Medusa & Camille Claudel: Sobre a experiência da captura estética.

Sabe, sempre tive medo destes encontros arte e teoria. Porque os teóricos e as teorias tentam, na maioria das vezes, explicar a arte. Enquadra-la em uma interpretação, no caso dos psicanalistas, ou em uma teoria. Ada fala sobre isto no livro, da dificuldade de não encararmos a tarefa do diálogo entre arte e teoria desta forma. Mas sim como dois vetores que se afetam e produzem afetações mutuamente.

Naquele primeiro evento na Sociedade Brasileira de Psicanálise, o que aconteceu foi justamente este desastre - ou um desencontro, para ser mais polite. O artista é subversivo por definição, tentar decifrá-lo ou enquadrá-lo só há de produzir desastres mesmo - thanks god!

A historiadora que estava presente no encontro de hoje é incrível, e soube dialogar - e não traduzir - com as obras de arte apresentas -  e  também com os artistas. Entretanto, por serem tomados pela criação, noto que as vezes é difícil ao artista falar da sua criação de modo teórico - ou mesmo olhar para ela através de recortes teóricos. O artista cria num momento quase de possessão, mesmo que isto tenha levado horas de estudo ou anos de trabalho. Não importa o tempo. Me parece que é sempre um estar tomado por tal coisa. Daí a arte aparece para dar um corpo a isto que toma o próprio corpo do artista. E então o que o artista sabe dizer de sua criação acaba se materializando através do ato de expor a sua obra, para que então o expectador construa ali um sentido - triangulando com a obra e o artista.

Continuando esta torrente de divagações produzidas por este fértil encontro de hoje, tô pensando aqui que a Denise Bernuzzi Santana -  a historiadora que estava na mesa redonda - tem um trabalho que é da ordem da arte, e até acho que ela não sabe disso. Todos os textos dela, e agora as coisas ditas nesta noite, produzem este estado de enamoramento - captura, como já diria a Ada - que vivemos com a recepção de uma obra de arte. E isto me fez pensar que as vezes a arte tá em lugares que a gente nem imagina.


Menina-que-quer-ser-escritora - divando.............

Aliás, algumas frases que pincelei da fala da Denise:

"Um amor pode durar a vida intera e também pode valê-la"

"O amor não é para fazer feliz. As vezes faz."

"Hoje há o imperativo de ter prazer a todo custo. Antes, a gente se arrependia dos pecados que TINHAMOS cometido - ou achavamos que tinhamos. Hoje a gente se arrepende dos pecados que não cometemos e deveriamos ter cometido"

"A paixão nos dá insegurança. E são nestes momentos que vc abraça a própria alma."

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Colocando ordem na casa!

Fiz uma divisão meramente ilustrativa pros textos aqui do blog. Falo que é ilustrativa porque acho cada vez mais difícil dividir textos "pessoais" e textos ficcionais. Porque tudo que é pessoal aqui, é ficcional também, na medida em que é uma hiperbole mesmo. E tudo que é ficcional é pessoal, porque o material que deu star para a criação do texto tem a ver com a minha história... Enfim, deixemos as divagações de lado e vamos a descrição das categorias:

By...  - Textos, músicas, citações... tudo que foi feito por uma outra pessoa e que eu coloquei aqui.

Dear Diary - contos-crônicas-relatos-e-afins... - Textos mais pessoais, estilo diário, que as vezes são puramente diário, outras flertam com genêros mais literários, digamos assim...

Dicas  - Precisa explicar?

Ficção - contos crônicas e afins - Textos ficcionais, alguns com uma pitada de Diário...

Fotografia - Foto/foto, textos sobre foto, foto/arte...

Psicocoisas - Mundo psi, clínica, divagações psicanalíticas...
 
 
 
 
Menina que quer ser Escritora - arrumando a bagunça

Rapidinha sobre o pq Murphy é cruel

Depois de 2 dias que meu bairro havia virado o deserto do Saara - entenda, sem gota alguma escorrendo pela torneira, sem água em nenhum supermercado da região, nem os dentes dava pra escovar em casa[é, tá achando que é fácil?] - Decidi que era hora de parar de acreditar que a fadinha dos dentes ia trazer a água de volta e agir!
Fui lá longe, comprei 30L de água e me senti munida para a guerra! Dona Falta D'agua, inimiga maldita,vc está com as horas contadas!
Voltei para casa, me sentindo gloriosa, sorriso de quem já havia ganho a guerra no rosto.
Entrei no apartamento.
Ele havia acabado de chegar também. Perplexo ao me ver com 6 galões de 5L de água, me olhava como se eu fosse maluca. Mas eu estava inabalável, absolutamente protegida pelos meus 6 galões de artilharia aquática pesada.
Pois bem, fui abrir a torneira inimiga, para rir dela e esnobar e esfregar meus 30L de água na cara dela!
Abri.
Uma gota caiu.
E depois mais uma.
E depois mais um monte!
A água tinha voltado. Que traição! Um tiro pelas costas, maldita torneira.
E toda minha empáfia de quem tinha a arma bélica mais poderosa do mundo, foi pro saco. Aliás, pro chão, onde, inerte, jazem as minhas 6 arminhas de plástico de água...


Menina que quer ser escritora - Vai um copo d'agua ai?