segunda-feira, 12 de julho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
Maria dos Prazeres
*texto elaborado para oficina de Criação Literária com o professor Marcelino Freire*
Fe Lopes
quarta-feira, 16 de junho de 2010
É das cores que ela ia sentir mais saudades
*texto para oficina de criação literária, Poesia, com o Prof. Donizete*
Fe Lopes - é das cores que eu também sinto mais saudades.
domingo, 6 de junho de 2010
Mais três lágrimas e um oceano de coisas.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
A duplicidade de Vênus
A duplicidade de Vênus *
Sobre o chão de Vênus
mãos, braços e pernas
onde outrora derreteram-se
mergulhados no infinito,
solidificam-se.
Os lábios de mágico mel,
conhecem agora o gosto acre e salgado
das lágrimas,
que deságuam na boca, e que escorrem
va-
ga
-ro
-sa
-men
-te pelo rosto,
nascidas do canto dos olhos
que se um dia brilharam de encanto,
agora,
mareados, opacos, molhados.
“...e do riso,
fez-se o pranto...”
Involuntariamente
escorre pelo chão de Vênus
o músculo involuntário.
E o corpo dança no ritmo da mais triste bossa nova.
E na dança pulsa,
tristemente,
o corpo pulsa
Dor. Dor. Dor...
Sobre o mesmo chão onde um dia,
fez-se amor em Vênus,
faz-se agora
Fim de caso.
Fe Lopes - *poema meu, escrito em jun/2000, publicado em uma antologia poética de novos autores em 2003... apropriado para o momento.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Dias Raros
João Anzanello Carrascoza, no livro Dias Raros.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Bruta Flor
O Quereres - Caetano Veloso
Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão
Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês
Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói
Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és
Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor
Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock’n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há e do que não há em mim
